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Regime de cobrança de dívidas pelas instituições e serviços integrados no Serviço Nacional de Saúde

Celebrities call for an end to gun violence, recalling a bloody history of shootings up to Sandy Hook and asking: "How many more?" Celebrities call for an end to gun violence, recalling a bloody history of shootings up to Sandy Hook and asking: "How many more?"

 

 

 

Estabelece o regime de cobrança de dívidas pelas instituições e serviços integrados no Serviço Nacional de Saúde. A necessidade de estabelecer um regime processual específico para a cobrança dos créditos referentes aos cuidados de saúde tem sido reconhecida desde há muito. 

 

Foi assim que o Decreto-Lei n.º 46301 estabeleceu uma tramitação específica de cobrança destes créditos, na tradição do qual foi publicado o Decreto-Lei n.º 147/83, de 17 de Abril. 

As alterações que entretanto foram introduzidas no sistema de saúde, designadamente no Serviço Nacional de Saúde, atribuíram às receitas próprias dos serviços e estabelecimentos de saúde maior importância. De acordo com a base XXXIII da Lei n.º 48/90, de 24 de Agosto (Lei de Bases da Saúde), os serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde podem cobrar receitas próprias, onde se incluem as referentes aos cuidados de saúde prestados e cujos encargos sejam suportados por outras entidades. Esta circunstância induziu a que se procurassem meios rápidos e eficazes de cobrar as dívidas hospitalares. 

Neste enquadramento foi publicado o Decreto-Lei n.º 194/92, de 8 de Setembro, o qual veio atribuir a natureza de título executivo às certidões de dívidas emitidas pelos hospitais, na esteira do que já acontecia desde a Lei n.º 1981, de 3 de Abril de 1940, para os Hospitais Civis de Lisboa. No entanto, esta solução revelou-se inadequada aos objectivos enunciados. De facto, a existência de título executivo não veio conferir maior celeridade aos procedimentos judiciais de execução das dívidas hospitalares, porquanto, na generalidade dos casos, a existência do crédito reclamado judicialmente e a verdadeira identidade do devedor eram discutidas em sede de embargos à execução, ou seja, seguindo a tramitação de uma acção declarativa. 

Por outro lado, a existência de uma acção executiva sem que existisse a necessária certeza quanto à identidade do devedor gerou a necessidade de estabelecer um conjunto de regras complexas para determinar a legitimidade passiva na referida acção executiva e que na prática judiciária se revelaram de difícil aplicação, com indesejáveis dúvidas na jurisprudência. 

Acresce a tudo isto que foram suscitados problemas de constitucionalidade de algumas normas na interpretação que delas foi feita. 

Neste contexto, o Governo, na perspectiva de simplificar os procedimentos, mas sem afastar os princípios gerais de direito relativamente ao reconhecimento e execução dos direitos, entendeu proceder à alteração das regras processuais do regime de cobrança das dívidas hospitalares. 

Assim, neste diploma é, de novo, e como regra geral, consagrada a acção declarativa, com algumas especialidades. 

Afigurou-se ainda conveniente estabelecer uma regra sobre formulação do pedido em processo penal, com o dever de notificação oficiosa, para que as instituições e serviços integrados no Serviço Nacional de Saúde possam reclamar os seus créditos, concretizando assim o princípio da economia processual. 

Consagram-se também formas consensuais de resolução dos litígios inerentes à cobrança das dívidas das entidades seguradoras, com o duplo objectivo de a tornar mais eficiente e simultaneamente diminuir o número de processos pendentes nas instâncias judiciais. Neste sentido, estabelece-se uma possibilidade genérica de recurso à arbitragem e admite-se a institucionalização desta forma de resolução de conflitos. 

Com o objectivo de tornar mais célere o pagamento das dívidas às instituições e serviços integrados no Serviço Nacional de Saúde, estabelecem-se regras especiais no âmbito dos acidentes de viação abrangidos pelo seguro de responsabilidade civil automóvel, independentemente do apuramento de responsabilidade. 

Foram ouvidos a Associação Portuguesa de Seguros e o Instituto de Seguros de Portugal. 

Assim, ao abrigo do disposto no artigo 198.º, n.º 1, alínea a), da Constituição, o Governo decreta, para valer como lei geral da República, o seguinte: 

 

DL n.º 218/99, de 15 de Junho COBRANÇA DE CRÉDITOS HOSPITALARES DO SNS

 

    Contém as seguintes alterações:    

- Lei n.º 64-B/2011, de 30/12

- 2ª versão - a mais recente (Lei n.º 64-B/2011, de 30/12)

- 1ª versão (DL n.º 218/99, de 15/06)

 

 

      Nº de artigos :  14      

 

SUMÁRIO

Estabelece o regime de cobrança de dívidas pelas instituições e serviços integrados no Serviço Nacional de Saúde 

 

SECÇÃO I 

Disposições gerais

  Artigo 1.º

Objecto

1 - O presente diploma estabelece o regime de cobrança de dívidas pelas instituições e serviços integrados no Serviço Nacional de Saúde em virtude dos cuidados de saúde prestados. 

2 - Para efeitos do presente diploma, a realização das prestações de saúde consideram-se feitas ao abrigo de um contrato de prestação de serviços, sendo aplicável o regime jurídico das injunções. 

3 - Para efeitos do número anterior, o requerimento de injunção deve conter na exposição sucinta dos factos os seguintes elementos: 

a) O nome do assistido; 

b) Causa da assistência; 

c) No caso de acidente que envolva veículos automóveis, matrícula ou número de apólice de seguro; 

d) No caso de acidente de trabalho, nome do empregador e número da apólice seguro, quando haja; 

e) No caso de agressão, o nome do agredido e data da agressão; 

f) Nos restantes casos em que sejam responsáveis seguradoras, deve ser indicada a apólice de seguro.

  Contém as alterações dos seguintes diplomas:

   - Lei n.º 64-B/2011, de 30/12

  Consultar versões anteriores deste artigo:

   -1ª versão: DL n.º 218/99, de 15/06

 

  Artigo 2.º

Pagamento

O pagamento dos cuidados de saúde prestados pelas entidades a que se refere o artigo anterior deve efectuar-se no prazo de 30 dias a contar da interpelação, a realizar por quaisquer das formas previstas no artigo 70.º do Código do Procedimento Administrativo.

 

  Artigo 3.º

Prescrição

Os créditos a que se refere o presente diploma prescrevem no prazo de três anos, contados da data da cessação da prestação dos serviços que lhes deu origem.

 

  Artigo 4.º

Responsabilidade

1 - As entidades a que se referem as alíneas b), c) e d) do n.º 1 do artigo 23.º do Estatuto do Serviço Nacional de Saúde, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 11/93, de 15 de Janeiro, podem ser directamente demandadas pelas instituições e serviços integrados no Serviço Nacional de Saúde pelos encargos resultantes da prestação de cuidados de saúde. 

2 - Os assistidos devem indicar a existência de apólice de seguro válida e eficaz que cubra os cuidados de saúde prestados.

 

SECÇÃO II 

Disposições processuais

  Artigo 5.º

Alegação e prova

Nas acções para cobrança das dívidas de que trata o presente diploma incumbe ao credor a alegação do facto gerador da responsabilidade pelos encargos e a prova da prestação de cuidados de saúde, devendo ainda, se for caso disso, indicar o número da apólice de seguro.

 

  Artigo 6.º

Formulação de pedido em processo penal

1 - As instituições e serviços integrados no Serviço Nacional de Saúde podem constituir-se partes civis em processo penal relativo a facto que tenha dado origem à prestação de cuidados de saúde, para dedução de pedido de pagamento das respectivas despesas. 

2 - Para os efeitos previstos no número anterior, o despacho de acusação ou, não o havendo, o despacho de pronúncia é oficiosamente notificado às instituições e serviços integrados no Serviço Nacional de Saúde, para, querendo, deduzirem o pedido, em requerimento articulado, no prazo de 20 dias.

 

  Artigo 7.º

Competência territorial

(Revogado.)

  Contém as alterações dos seguintes diplomas:

   - Lei n.º 64-B/2011, de 30/12

  Consultar versões anteriores deste artigo:

   -1ª versão: DL n.º 218/99, de 15/06

 

  Artigo 8.º

Arbitragem

1 - As instituições e serviços integrados no Serviço Nacional de Saúde e as entidades responsáveis pelos encargos decorrentes das prestações de saúde podem acordar no recurso à arbitragem, nos termos da lei, para a resolução de conflitos sobre a matéria a que respeita o artigo 1.º 

2 - O Instituto de Gestão Informática e Financeira da Saúde, em representação das instituições e serviços integrados no Serviço Nacional de Saúde, fica autorizado a realizar arbitragens voluntárias institucionalizadas, através da criação, por protocolo, de um centro de arbitragem de carácter especializado e permanente, que actuará no âmbito dos conflitos referidos no número anterior.

 

SECÇÃO III 

Dívidas resultantes de acidentes de viação

  Artigo 9.º

Pagamento sem apuramento de responsabilidade

(Revogado.)

  Contém as alterações dos seguintes diplomas:

   - Lei n.º 64-B/2011, de 30/12

  Consultar versões anteriores deste artigo:

   -1ª versão: DL n.º 218/99, de 15/06

 

  Artigo 10.º

Prazo de pagamento

(Revogado.)

  Contém as alterações dos seguintes diplomas:

   - Lei n.º 64-B/2011, de 30/12

  Consultar versões anteriores deste artigo:

   -1ª versão: DL n.º 218/99, de 15/06

 

  Artigo 11.º

Sub-rogação

(Revogado.)

  Contém as alterações dos seguintes diplomas:

   - Lei n.º 64-B/2011, de 30/12

  Consultar versões anteriores deste artigo:

   -1ª versão: DL n.º 218/99, de 15/06

 

  Artigo 12.º

Reembolso

(Revogado.)

  Contém as alterações dos seguintes diplomas:

   - Lei n.º 64-B/2011, de 30/12

  Consultar versões anteriores deste artigo:

   -1ª versão: DL n.º 218/99, de 15/06

 

SECÇÃO IV 

Disposições transitórias e finais

  Artigo 13.º

Disposição transitória

O disposto no artigo 9.º apenas se aplica aos créditos emergentes de cuidados de saúde prestados a vítimas de acidentes de viação ocorridos a partir das 0 horas do dia da entrada em vigor do presente diploma.

 

  Artigo 14.º

Norma revogatória

É revogado o Decreto-Lei n.º 194/92, de 8 de Setembro, sem prejuízo da sua aplicação aos processos pendentes. 

 

Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 6 de Abril de 1999. - António Manuel de Oliveira Guterres - João Carlos da Costa Ferreira da Silva - José Eduardo Vera Cruz Jardim - Maria de Belém Roseira Martins Coelho Henriques de Pina. 

Promulgado em 27 de Maio de 1999. 

Publique-se. 

O Presidente da República, JORGE SAMPAIO. 

Referendado em 1 de Junho de 1999. 

O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres.

 

 

 

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