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Seis militares da Força Aérea ficaram em prisão preventiva Destacado

Seis militares da Força Aérea ficaram em prisão preventiva

Operação Zeus relacionada com suspeitas de corrupção no fornecimento das messes da Força Aérea

Seis militares detidos no âmbito da operação Zeus, relacionada com o fornecimento de bens alimentares à Força Aérea, ficaram em prisão preventiva.

Os seis militares detidos por suspeita de corrupção passiva, falsificação de documentos e associação criminosa num processo relacionado com o fornecimento de bens alimentares à Força Aérea ficaram, este sábado, em prisão preventiva.

Segundo informação prestada pelo tribunal de instrução, os militares ficaram sujeitos a prisão preventiva e a termo de identidade e residência depois de o juiz considerar que se verificavam os perigos de "perturbação do decurso do inquérito e de continuação da atividade criminosa".

Na quinta-feira, a Polícia Judiciária (PJ) esclareceu que a atividade criminosa consistia na faturação de géneros alimentícios fornecidos à Força Aérea por um valor muito superior ao dos bens efetivamente fornecidos, sendo a diferença posteriormente distribuída, entre as empresas fornecedoras e os militares envolvidos neste esquema.

O esquema fraudulento, ainda de acordo com a PJ, pode ter lesado o Estado em cerca de 10 milhões de euros.

A investigação, dirigida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa e executada pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ, envolveu 180 buscas em simultâneo em 12 bases militares, em 15 empresas e em diversos domicílios, tendo sido apreendidas elevadas quantias em dinheiro, que os investigadores presumem ser o produto da prática dos crimes.

Na Operação Zeus, desencadeada depois de um ano e meio de uma complexa investigação, participaram cerca de 330 investigadores e peritos da PJ, acompanhados por cerca de 40 elementos da Polícia Judiciária Militar, bem como de 27 magistrados do Ministério Público.

A Polícia Judiciária revelou que, desde o início da investigação, teve a colaboração, ao mais alto nível, da Força Aérea.

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