Menu
Costa quer Bancos a pagar dívidas da banca

Costa quer Bancos a pagar dívidas d…

A Caixa Geral de Depósito...

Dívida dos hospitais aumenta

Dívida dos hospitais aumenta

Pagamentos em atraso atin...

Nova penhora a mansão de luxo de Pinto da Costa

Nova penhora a mansão de luxo de Pi…

Casa é atualmente ocupada...

Dívida 30 milhões das prisões:  Ministra sem “nenhuma evidência de fome nas prisões"

Dívida 30 milhões das prisões: Min…

A ministra da Justiça gar...

O outro lado do plano PERES

O outro lado do plano PERES

A decisão de adesão [ao P...

Contribuintes detectam falhas no plano de pagamento de dívidas fiscais

Contribuintes detectam falhas no pl…

Sindicato diz que as “inc...

Avisos do fisco podem usar ‘perdão fiscal’

Avisos do fisco podem usar ‘perdão …

Empresas analisam impacto...

Fisco acelera notificações de cobrança de dívidas fiscais de 2012

Fisco acelera notificações de cobra…

A Autoridade Tributária e...

A dívida da Câmara de Lisboa foi paga pelo Governo?

A dívida da Câmara de Lisboa foi pa…

Segundo Passos, Costa só ...

“Perdões” fiscais deram 3000 milhões ao Estado em 12 anos

“Perdões” fiscais deram 3000 milhõe…

São a “derradeira oportun...

Prev Next

On Screen Feedburner Popup by Infofru

Receive all updates via Feedburner. Just subscribe below.

Subscribe to Receive Free Email Updates:

Author Site:Reviewresults

Close

2,5 mil milhões depois e a dívida dos hospitais persiste

Hospitais receberam novo reforço de 455 milhões para lidar com os pagamentos em atraso. Paulo Macedo diz que desta vez vai haver “mudança radical na Saúde”.

Nos últimos três anos o Governo injectou 2,5 mil milhões de euros nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde com o único objectivo de pagar dívidas vencidas. A transferência mais recente, 455 milhões de euros, foi autorizada na sexta-feira passada - e, desta vez, o ministro Paulo Macedo falou numa "mudança radical na Saúde em termos de equilíbrio destes hospitais". Mas será desta que o Governo consegue estancar a acumulação crónica de dívidas dos hospitais? Quem conhece o sector não arrisca um "sim".

A chegada da troika revelou aquilo que todos já desconfiavam: uma montanha de dívida dos hospitais públicos aos seus fornecedores (com destaque para a indústria farmacêutica). O Governo, recém-chegado, falou em três mil milhões de euros no final de 2011 e deparou-se com a iminência de uma suspensão de fornecimentos de medicamentos. Este foi também o maior desafio que as autoridades internacionais - FMI, BCE e Comissão Europeia - impuseram a Paulo Macedo: acabar com as chamadas ‘arrears', ou dívidas em atraso. O tema marcaria os onze exames da troika, e ainda ontem, no relatório da primeira avaliação pós-programa, Bruxelas frisou que as ‘arrears' são ainda um desafio.

Para lidar com o problema, o Governo injectou 1.500 milhões de euros nos hospitais em 2012. No ano seguinte chegou novo reforço, de 432 milhões de euros. E, este ano, os hospitais receberam outros 500 milhões. No total, são perto de 2,5 mil milhões canalizados para o pagamento de dívidas .

"Como há uma tendência de crescimento da dívida permanente, [o reforço de capital dos hospitais] é adiar o problema por um ano - ao ritmo de 25 milhões de euros por mês (em média) de crescimento da dívida, basta um ano para esgotar este reforço de capital", escreveu o economista Pedro Pita Barros no blogue "Momentos Económicos", quando em Outubro passado o primeiro-ministro anunciou um novo reforço. "Esta medida, mesmo que necessária, não é resolver o problema", continuou o especialista em economia da Saúde. "Actuar sobre o crescimento da dívida implica outras medidas complementares", caso contrário, "o reforço desaparece, a dívida reaparece, nem que seja apenas depois das eleições", juntou.

Reforço desaparece, dívida reaparece
É precisamente isto que mostra a evolução dos pagamentos em atraso ao longo dos últimos 34 meses: a dívida cai sempre que há uma injecção de dinheiro, mas volta a subir nos meses seguintes (ver gráfico). Em Dezembro do ano passado, as ‘arrears' atingiram o valor mais baixo desde a chegada da troika: 611 milhões de euros. Mas, desde então, voltaram a acumular-se a um ritmo médio de 25 milhões de euros por mês até Agosto. Em Setembro e Outubro as ‘arrears' recuaram e somam agora 816 milhões de euros, de acordo com os últimos dados divulgados pela Direcção-Geral do Orçamento.

"Já comentei esta notícia no ano passado. A questão é como é que para o ano não vamos estar a comentar esta notícia novamente", reagiu ontem Marta Temido, presidente da Associação de Administradores Hospitalares (APAH). Em declarações à Lusa, Marta Temido explicou que apesar de o recente reforço ser bem-vindo, a questão mantém-se: como evitar em 2015 acumulação de nova dívida vencida. "Que reestruturação, que reorganizações, que eficiências estão a ser trazidas para as estruturas hospitalares de forma a evitar que periodicamente haja necessidade de injectar dinheiros públicos", considerou a responsável da APAH.

Reformar, dizem os especialistas
Adalberto Campos Fernandes, que dirigiu o maior hospital do país durante cinco anos, o Santa Maria, acredita que o problema de fundo reside numa "mistura aditiva entre subfinanciamento, ineficiência e pressão por via da inovação e tecnologia". Ou seja, injecções de capital são importantes e necessárias, diz, mas não substituem "a necessidade uma reforma estrutural".

Outra fonte que acompanhou os processos de regularização de dívidas, mas que preferiu não ser identificada, defende que os hospitais precisam de instrumentos específicos de investimento, uma vez que o investimento não pode ser exclusivamente financiado com fluxos de caixa.

Pedro Pita Barros vê como necessário ter orçamentos dos hospitais "realistas e determinados com antecedência" e sugere uma "‘task force' de intervenção na gestão nos hospitais que, se detectasse um crescimento excessivo de dívida, entraria a auditar e a sugerir caminhos de gestão globais a serem seguidos no prazo de um a dois meses pela gestão".

 

 

 

 

Deixe comentário

Confirme que introduziu (*) informação requerida cfr assinalado. Código HTML code não é permitido.


Anti-spam: complete the taskJoomla CAPTCHA
Regressar ao topo